Manuela Rodrigues

Bio

MANUELA RODRIGUES

 

A trajetória da cantora e compositora baiana Manuela Rodrigues é bastante significativa em experiência artística e musical. Nascida em 1979, ela
só tinha nove anos quando começou a estudar música. Primeiro, estudou flauta, iniciação musical e piano erudito e durante toda sua adolescência
dedicou-se ao Canto Coral sob cuidados da professora Carmem Mettig e formou-se em Canto Lírico pela Universidade Federal da Bahia (2000). Aos 15 anos,
Manuela já tinha composto sua primeira canção (que mais tarde abriria seu CD de estréia, Rotas). Participou como corista na Orquestra Sinfônica
da Bahia, na Ópera Aida (1998), regida pelo maestro Pino Onnis e em concertos do Madrigal da UFBA – onde foi bolsista durante os dois anos –
regida pelo maestro José Maurício Brandão. Como solista, participou de recitais, além de concertos com a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal da
Bahia.

 

Aos 21 anos, recém formada em canto lírico, Manuela deu um novo passo em direção à carreira profissional: recebeu uma bolsa para estudar música em New
Orleans, nos Estados Unidos. No berço mundial do jazz, Manuela descobriu semelhanças culturais com Salvador, sua cidade natal.

 

Na volta passou a exercitar uma experimentação musical que guiaria seu trabalho autoral. Realizou shows que acabaram por dar visibilidade ao seu
talento. Junto ao octeto Sai do Canto, sob direção de Sérgio Souto, fez parte de importantes gravações de CDs de artistas brasileiros, como Fafá
de Belém, Tuzé de Abreu e Joatan Nascimento.

 

ROTAS

(2003)

Em 2003 Manuela Rodrigues venceu o Prêmio Braskem de Cultura e Arte. Com o prêmio produziu e lançou seu disco de estréia, Rotas, lançado quando
Manuela tinha apenas 24 anos. O disco, 80% autoral, ganhou reconhecimento de crítica e destacou Manuela num momento em que era escasso o número de
cantoras que compunham. O álbum recebeu elogios da imprensa especializada, bem como de artistas importantes quanto ao repertório de composições
originais, além de recriações para clássicos de Edu Lobo, Charles Ives e Tom Zé, que não economizou elogios ao falar do trabalho da artista.

 

Se apresentou nos principais projetos de música de Salvador (Petrobras de Música, Música no Porto, Música no Parque, Conexão Vivo Sala do Coro e
Concha), além de circular por outros estados. Venceu diversos editais e prêmios: projeto Três na Folia, Circulação Ao Redor do Mundo; II ao VI Festival
de Música da Rádio Educadora vencendo com a melhor canção, Neurose, em 2007. Teve um dos trabalhos, o show ‘Reverse’ (2005) indicado a
seis categorias do Troféu Caymmi (2005/2006) incluindo melhor cantora e melhor composição com letra (Profissional Liberal), tendo o show considerado a
melhor produção daquele ano.

 

Interessada pelo trabalho de intérprete Manuela foi buscar o Curso Livre de Teatro da Ufba (2004). A partir de então passou a dedicar-se também ao
trabalho de preparadora vocal, unindo música e teatro, e vem contribuindo para montagens de peso como As Noviças Rebeldes (Cia Baiana de Patifaria,
dirigida por Wolf Maia), Irmã Dulce (Deolindo Checcucci), Milagre na Baia (Rita Assemany), Os Cafajestes e Escândalo (Fernando Guerreiro), entre
outras.

 

 

Dois projetos coletivos ainda caminham em paralelo com sua carreira. Junto com as cantoras Cláudia Cunha e Sandra Simões idealizou o projeto 3 na Folia cantando releituras de clássicos do carnaval de diferentes épocas, com um necessário toque de modernidade. E com mais 9 compositores,
faz parte do Encontro de Compositores, que tem renovado a cena criativa de Salvador com sede no Teatro Vila Velha.

 

 

UMA OUTRA

QUALQUER

POR AÍ

(2011)

Em 2011 Manuela lança seu segundo disco Uma Outra Qualquer Por Aí (Garimpo Música), apresentando uma música livre de fórmulas que traz como
marca a conexão com a contemporaneidade e assina a direção e produção musical junto com o músico Tadeu Mascarenhas – parceiro também em Rotas
(estúdio Casa das Máquinas).

O álbum apresenta 12 faixas de composições próprias e de parceiros da sua geração, como os baianos Leandro Moraes e Álvaro Lemos, e os paulistas Clima
e Rômulo Fróes, que assinam a canção que empresta o título ao disco – “Uma Outra Qualquer Por Aí”.

 

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